Teatro Municipal de Vila Real regressa à programação em auditórios

No quarto trimestre do ano, o Teatro Municipal de Vila Real regressa à programação de auditórios, num contexto radicalmente diferente do habitual, imposto por uma pandemia que abalou as rotinas da vida em comunidade. Este regresso, alicerçado num conjunto de novas e rigorosas regras de funcionamento que incorporam as medidas sanitárias determinadas pela DGS, procura assegurar que as alterações à normalidade não significam um corte com uma das mais nobres facetas do espírito humano, que se projecta na criação artística. Nos mais difíceis contextos da História, a humanidade encontrou formas de fazer e usufruir teatro, música e dança, de manter viva uma relação fértil com a arte e o seu potencial transformador. Com este ideal em vista, o TVR — a par de muitos teatros do país — procura assegurar neste período singular, para a cidade e a região, momentos significativos de cultura e arte que nos liguem ao mundo e nos inspirem a resistir e a partilhar.

Depois da experiência bem sucedida do ciclo de Verão, em que ficou patente a vontade do público de continuar uma vida cultural activa e participativa, seguindo de maneira responsável as orientações de segurança, os próximos três meses serão uma nova etapa em que, enquanto comunidade, em conjunto, trataremos de articular duas necessidades inalienáveis: a arte e a segurança individual e colectiva, de trabalhadores, artistas e público.

O programa do trimestre, que reagenda alguns dos espectáculos cancelados no período de confinamento (os restantes ocorrerão em 2021), inclui quatro peças de teatro, oito concertos de diferentes géneros musicais (do jazz ao fado, passando pela música moderna portuguesa e a música clássica ou contemporânea), um espectáculo de dança, um momento de stand up comedy, quatro produções transdisciplinares, que cruzam vários géneros artísticos, e nove sessões de cinema, além da semana dedicado às curtas do FIIN – Festival Internacional de Imagem de Natureza.

Persistindo numa ideia de manter Vila Real na primeira linha do panorama nacional das artes cénicas, foram incluídas no programa cinco estreias nacionais: “Je Ne Sais Quoi” (peça de Ángel Fragua), uma nova criação da companhia Visões Úteis (em co-produção com o TVR e o Teatro Nacional São João, estreada internacionalmente na Bélgica),“Isolarte” (um projecto do Club de Vila Real), uma nova criação original do Oniros Ensemble, desta vez patrocinada pela Direcção Regional de Cultura do Norte, e “Lacrimae”, uma criação do Ensemble Joseph Hel com apresentação única em Portugal, num projecto da Fundação da Casa de Mateus.

Passam pelos palcos artistas como Aldina Duarte (pela primeira vez no Teatro de Vila Real), Cristina Branco, Mário Laginha com o seu trio, Noiserv, André Henriques (vocalista dos Linda Martini), Pedro Tochas e companhias como Ensemble, Chapitô, Visões Úteis, Limite Zero e Companhia de Dança de Almada.

São variadas e de grande qualidade as propostas para o trimestre. Vamos desfrutá-las, com os cuidados devidos, mas mantendo aberta a curiosidade.

Menu