UFM organizou debate entre os candidatos à Junta de Freguesia de Vila Real

À rádio Universidade FM organizou, no passado dia 22 de setembro, o último debate entre os candidatos à Junta de Freguesia de Vila Real. Assim, em estúdio, estiveram João Almeida (Vila Real à Frente); Francisco Rocha (Avança Vila Real); Vítor Carvalho (CDU) e Sérgio Bastos (BE). De referir que o candidato do Chega, Paulo Alves, esteve ausente por questões de saúde.

O debate teve início com a solicitação da moderadora e jornalista Mila Brigas para que os candidatos justificassem a aceitação do convite por parte dos partidos para esta candidatura.

A primeira resposta, decidida por sorteio, foi de João Almeida, que explicou ter aceitado o convite por “se preocupar com Vila Real” e a equipa era séria.

Vítor Carvalho, da CDU, referiu que aceitou o convite “pelo bem da cidade, na expectativa de fazer algo diferente e melhor”.

O candidato do Bloco de Esquerda, Sérgio Barros, aceitou o convite por acreditar que a participação democrática não tem idades e por crer no projeto e na equipa.

Por fim, Francisco Rocha, recandidato a presidente da Junta de Freguesia de Vila Real, salientou que é a sua obrigação não virar as costas à população, tendo em conta os tempos desafiantes que se aproximam.

Candidatos apresentaram as suas propostas

Num segundo momento, foi pedido aos candidatos que expusessem as suas propostas para a freguesia de Vila Real.

A este pedido, Vítor Carvalho respondeu defendendo que é necessário melhorar a mobilidade urbana, através do alargamento da rede de transportes urbanos, a criação de horários compatíveis com os serviços públicos, as escolas e os comércios; e a criação de paragens para os transporte urbanos, dado que “o trânsito está um caos”.

Por sua vez, Sérgio Bastos frisou que as propostas gerais do Bloco estão divididas em quatro áreas temáticas: a promoção da dignidade com que se vive em Vila Real, no âmbito da promoção de mudanças básicas que dignifiquem os habitantes e os trabalhadores; a mobilidade e o urbanismo, com o aumento de material circulante e a criação de paragens de autocarros; o desporto, a cultura e o património, em que é defendido o apoio às entidades culturais; o ambiente e a biodiversidade e, por fim, a regionalização, a transparência e a participação cidadã.

De seguida, foi a vez do candidato do Partido Socialista de intervir, esclarecendo que há 22 propostas no programa eleitoral, de entre as quais destacou o reforço da dotação do orçamental do orçamento participativo; a aposta na digitalização dos serviços e, por fim, o facto da Junta de Freguesia ter de se colocar na mesa das negociações no âmbito da descentralização de competências.

Por fim, João Almeida frisou que as propostas da candidatura “Vila Real à Frente” pretendem “encontrar o bem-estar das pessoas”, através da uniformização do espaço urbano, da criação de mais Atividades Extracurriculares rotativas e de um orçamento participativo que divulga o resultado dos seus investimentos.

“Transferência de competências” divide candidatos

O tópico seguinte do debate foi a posição dos candidatos relativamente ao aumento da transferência de competências para as juntas de freguesia.

Sérgio Barros, do Bloco de Esquerda, declarou ser a favor desse aumento das transferências, dando como exemplo, as competências relativas ao urbanismo, aos espaços verdes urbanos e aos transportes públicos.

Em resposta, Francisco Rocha, salientou que a transferência de algumas competências, tais como a dos transportes urbanos, “que tem uma grande complexidade”, ultrapassaria a capacidade da Junta de Freguesia. “Algumas competências podiam ser assumidas por nós, desde que o envelope financeiro fosse compatível com o serviço que somos obrigados a prestar”, frisou.

Em alternativa, sugeriu a criação de um projeto piloto numa área circunscrita da cidade, em que seria possível efetuar uma avaliação e comparação de qual das gestões seria mais eficiente.

Para o candidato da coligação “Vila Real à Frente”, o problema da transferência de competências prende-se com o pacote financeiro, só concordando com esse processo, “desde que sejam acompanhadas do respetivo pacote financeiro”.

Por fim, Vítor Carvalho, da CDU, confirmou concordar com essa transferência.

Combate à solidão e ao isolamento dos idosos

A quarta temática abordada no debate foram as medidas a adotar para atenuar o fator da solidão e isolamento dos idosos.

Francisco Rocha começou por salientar que a cidade “tem uma rede social fantástica” que promove iniciativas tanto ao nível do desporto como da cultura para o bem estar dos vila-realenses, sendo necessário continuar a aposta no que está a ser feito.

Por sua vez, João Almeida propôs a criação de momentos de partilha com os idosos, a promoção de postos de partilha/troca de livros e a concretização de uma carta social mais fina.

O candidato da CDU indicou a criação de um banco digital para apoiar as pessoas sem ferramentas informáticas, com a colaboração de técnicos.

Já Sérgio Barros concordou em manter e aprofundar o apoio que já é dado e enumerou a integração dos idosos em atividades escolares, a dinamização de atividades com jogos tradicionais transmontanos, a promoção do desporto sénior e o acesso gratuito aos transportes públicos.

Promoção da cultura mereceu várias propostas

O penúltimo tópico do debate foi a cultura e as iniciativas necessárias para a sua promoção.

João Almeida apresentou com soluções a criação de materiais sobre a história local em articulação com as entidades locais. Dentre o património, destacou o covilhete e os monumentos da cidade. Além disso, enumerou a criação de percursos pedestres no circuito automóvel de Vila Real.

O candidato da CDU propôs a criação de espaços de estacionamento para os autocarros de turistas.

De seguida, Sérgio Barros referiu a promoção dos jogos populares, conciliar o desporto motorizado coma transição energética, a transformação do centro de ciência em centro de ciência viva e, por fim, o acesso jovem à cultura com custos reduzidos através de vouchers.

Já para Francisco Rocha, a promoção passa pela criação de palcos improváveis, a valorização do Aleu junto dos mais jovens, entre outros.

Reorganização do mapa administrativo

A última questão efetuada aos candidatos foi relativa à reorganização administrativa do território e, para Vítor Carvalho, o regresso às freguesias anteriores permitiria uma maior proximidade das juntas com a população.

O candidato do Bloco, frisou que essa mudança dependeria da sua necessidade e da vontade da população, todavia, recordou que “a proximidade que a Junta de Freguesia pretende pode ser maximizada com mais Juntas de Freguesia”.

Francisco Rocha recordou que os cidadãos não têm demonstrado “saudade” em relação às anteriores três freguesias de Vila Real, mas que é necessário efetuar alguma reorganização no mapeamento.

Por fim, o candidato da coligação PSD/CDS/Aliança declarou que não é necessário regressar às anteriores três freguesias de Vila Real, mas que se deve rever o pacote financeiro.

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