UTAD: novos estudantes chegam à academia transmontana

Os resultados das candidaturas ao ensino superior foram divulgados este fim de semana e, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, das 1563 vagas disponíveis, 1507 foram preenchidas. O que, no total, representa 24 cursos com todas as vagas ocupada. 

Após a divulgação das “colocações” os alunos efetuaram as matricula online e completaram o processo agendado uma ida à universidade. 

Como era de esperar, os primeiros alunos chegaram na passada segunda-feira e, apesar do ano atípico que os espera devido à covid-19, mostraram-se entusiasmados e dispostos a aproveitar “ao máximo”. 

Para Bruno Carvalho, de Amarante, a academia transmontana e o curso de Engenharia Informática foram a sua primeira opção. “Como já tenho algumas bases em informática e tenho alguns colegas que também vieram para aqui e me falaram bem da universidade, achei que era a melhor opção”, sublinhou o estudante. 

Por sua vez, Joana, de Ponte de Lima, optou pelo curso de Serviço Social, porém, esta não foi a sua opção. Contudo, pretende aproveitar esta oportunidade. “Sempre ouvi falar bem desta universidade. É uma academia bastante acolhedora, pois tem um ambiente muito familiar”, referiu. 

Mariana Ribeiro, de Penafiel, chegou descansada à UTAD, visto que conseguiu arranjar um alojamento. Quanto às suas expectativas, espera que tudo corra bem, pois, apesar da pandemia quer “aproveitar ao máximo e retirar boas experiências”. 

AAUTAD na linha da frente para acolher os alunos 

Neste primeiro dia de matrículas, a Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD) esteve na linha da frente para proporcionar o melhor acolhimento possível aos novos alunos. De facto, segundo Beatriz Miranda, membro da AAUTAD, estão a fazer “de tudo para que os alunos se sintam entusiasmados”, apesar da covid-19. “Vamos fazer o melhor que pudermos para eles serem bem recebidos. Para além de informações, estamos a tentar mostrar que a cidade de Vila Real é acolhedora, que a Associação Academica está aqui para que o ano deles seja o melhor possível. Estes vão ser uns dias de trabalho intenso, principalmente para a Associação Académica porque temos a preocupação de os querer acolher para que se sintam bem aqui em Vila Real”, explicou. 

Por sua vez, José Pinheiro, presidente da AAUTAD, confessou que estes dias mais atarefados “são muito bons”, pois vem “uma nova fornada de alunos”. “Este ano são muitos e este é um ano histórico para a nossa universidade, é algo que nos deixa orgulhosos, é um feito para a universidade. É reflexo de algumas políticas que têm sido muito bem adotadas, mas também significa que temos de receber bem estes alunos até porque existe uma preocupação muito grande com o próprio processo de integração dos mesmos”, explicou o responsável da AAUTAD.

Porém, ainda que a chegada de um grande número de alunos seja positiva, José Pinheiro não deixa de estar preocupado com a falta de alojamento, pois, apesar de terem sido tomadas medidas, o número de camas ainda é escasso. “A falta de alojamento é algo que nos preocupa, principalmente este ano que perdemos cerca de 174 camas em 532, o que é muito preocupante. Mesmo assim, vimos uma boa resposta por parte do governo com a ativação de protocolos com o alojamento local, no entanto, ficamos na mesma um pouco insatisfeitos quando vemos que 2/3 do alojamento ficam sempre nas capitais”, explicou José Pinheiro, sublinhando que a esse problema acresce o aumento do valor das rendas no setor privado.

Este ano não há praxe 

Na semana passada, a UTAD anunciou a proibição das atividades relacionadas com a praxe académica, devido à pandemia de covid-19. Uma decisão que veio “mudar” a tradicional inclusão e integração dos “caloiros”. Além disso, também não haverá a semana de inclusão organizada pela AAUTAD e os núcleos de estudantes que, neste momento, procuram alternativas para integrar e acolher os novos estudantes na academia transmontana. “Este ano é atípico, não há aqueles processos normais de proximidade e atividades com os núcleos de estudantes. Ainda assim, queremos segurar estes alunos que chegam a uma cidade nova, mesmo se isso é uma dificuldade, temos tentado mostrar proximidade, apesar da distância exigida. Como não há praxe, através dos núcleos de estudantes e das secções culturais e desportivas, vamos tentar promover o máximo de atividades, mantendo a segurança, para garantir a inclusão dos alunos alunos”, garantiu o presidente da AAUTAD, reforçando que querem acompanhar os alunos nos desafios que possam vir a enfrentar. 

CR

Notícia completa na Edição nº 729, amanhã nas bancas.

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