InícioSegurançaVila Real: incêndios consumiram mais de 5 mil hectares de área florestal

Vila Real: incêndios consumiram mais de 5 mil hectares de área florestal

A Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais (CMGIFR) do concelho de Vila Real, entidade que analisa as ocorrências e define a estratégia para o futuro, reuniu no passado dia 25 de outubro na Câmara Municipal de Vila Real para analisar as ocorrências de incêndios florestais registadas até ao momento no corrente ano.

Dos dados analisados concluiu que, no total, até à data, foram registadas 136 ocorrências que consumiram 5.968ha de área florestal. Macha da qual se destacam os 5.800 hectares ardidos aquando do incêndio registado a 21 de agosto, repartidos pelos territórios da União de Freguesias (UF) de Borbela e Lamas d’Olo (888ha), UF de Justes e São Tomé do Castelo (1710ha), UF de Mouçós e Lamares (177ha) e UF de Adoufe e Vilarinho da Samardã (3027ha).

“Constata-se serem os territórios de montanha inseridos na UF de Adoufe e Vilarinho da Samardã, Campeã, Borbela e Lamas d’Olo, Pena, Quintã e Vila Cova e Mouçós e Lamares, os mais afetados pelos incêndios florestais, ocorrências relacionadas com as atividades de pastorícia que aí se desenvolvem e que originam ocorrências que se transformam em incêndios florestais”, pode ler-se no comunicado da autarquia, em que são relatados mais detalhes sobre o número de operacionais envolvidos: mais de dois mil, em representação de 173 entidades, as 408 viaturas e os oito meios aéreos. 

A CMGIFR do concelho de Vila Real reconheceu, ainda, “o empenho, abnegação e altruísmo dos combatentes, especialmente dos Corpos de Bombeiros e dos Bombeiros da AHBV da Cruz Branca e da Cruz Verde, que tudo fizeram para que não se tivessem perdido vidas humanas e registado danos materiais em habitações, apesar de o incêndio se ter aproximado das localidades inseridas na área ardida”.

Além disso, a Comissão sublinhou o facto destes incêndios evidenciarem a correção da estratégia definida no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do concelho de Vila Real que identifica estes territórios concelhios como as áreas florestais de maior risco de incêndio.

De referir que o município tem concentrado os investimentos para a Defesa da Floresta Contra Incêndios nestas áreas, criando Faixas de Gestão de Combustíveis, Pontos de Água para apoio ao combate, beneficiação de caminhos e rede divisional, ações de informação e sensibilização para o correto uso do fogo, investimentos que totalizaram já mais de 877445,50€. Este valor foi entre março de 2021 e até maio de 2022.

“Todas estas ações permitiram minimizar as consequências e os efeitos destes incêndios, tornando o combate mais eficaz, salvando vidas humanas e as habitações, importando contudo desenvolver uma melhor transferência de informação entre a prevenção e o combate, para que o conhecimento da localização e função das estruturas de prevenção instaladas nas áreas florestais sejam do conhecimento dos combatentes e das suas estruturas de comando”, acrescentou a CMGIFR, esclarecendo, ainda, que está consciente de que o problema dos incêndios florestais é complexo, e que somente poderá ser minimizado com introdução de mais valor e economia sobre estes territórios. 

Por fim, a comissão reconhece que este processo somente produzirá efeitos a longo prazo “pelo que importa continuar a desenvolver as estratégias de Defesa da Floresta Contra Incêndios Florestais, que tem vindo a ser desenvolvidas, com fortes campanhas de informação e sensibilização junto das populações dos territórios mais afetados para a necessária alteração dos comportamentos indevidos no uso do fogo, procurando diminuir-se o número de ocorrências, particularmente nos dias de maior risco meteorológico de incêndio florestal, fator fundamental para o sucesso do combate”.

GC CM

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