Vila Real – Revolução Liberal de 1820

NOVO LIVRO DE RIBEIRO AIRES

Vila Real – Revolução Liberal de 1820 é o novo livro que Ribeiro Aires assina sobre a História desta cidade, à qual tem dedicado muito tempo de investigação.

No ano em que se comemora o bicentenário da Revolução de 1820, eis este livro a colocar também Vila Real  como interveniente no movimento que deu início à democracia no país e inspirou o republicanismo que havia de chegar mais adiante.

É verdade que a Revolução foi  pensada e iniciada, no Porto, pelo Sinédrio, mas precisava de quem a levasse avante. Isto é, precisava do apoio explicito e atuante dos militares.  Muitas das altas patentes estavam cansadas de serem segundo plano na mão dos ingleses, em especial do Marechal inglês Carl Beresford, que punha e dispunha no país com o beneplácito do Príncipe Regente/ D. João VI, acomodado  com as delícias brasileiras. Ora, entre estes militares estavam dois  nascidos em Vila Real: brigadeiro António da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, irmão do general Francisco da Silveira,  e  o Marechal de Campo, comandante do exército do Norte, Gaspar Teixeira de Magalhães e Lacerda. A acompanhar estes, o coronel  Bernardo  Correia de  Castro e Sepúlveda, filho do tenente-coronel Manuel Jorge Gomes Sepúlveda que, em Bragança e em 1808,  deu o grito de liberdade contra os invasores franceses.

António da Silveira depois de ter sido presidente da Junta do Porto, havia de ser o vice-presidente da Junta Provisional do  Governo do Reino até 16 de Novembro de 1820, dia em que foi afastado por ter protagonizado com Gaspar Teixeira de Magalhães e Lacerda, seu primo, a contra-revolução  do 11 de Novembro, conhecida por Martinhada.

O Tenente-general Francisco da Silveira, figura maior da luta contra os franceses, representa, neste processo,  a oposição ao pronunciamento militar, na província transmontana.

Esta obra, que vem enriquecer o conhecimento da História de Vila Real, pois preenche um vazio, historia o movimento revolucionário desde as causas que o motivam até aos avanços e recuos quer na sua preparação quer no movimento das tropas que saíram do Porto e chegaram a Lisboa no dia de Outubro. Além disso, descreve-se  todo o processo eleitoral nacional  e local,  os eleitos de Vila Real, quer para as Cortes Extraordinárias Constituintes, quer para as Cortes Extraordinárias, apresentando a biografia de cada um, assim como os juramentos das Bases da Constituição e da Constituição de 1822.

O livro, de 133 páginas, inclui diversas fotos e vários documentos que ilustram os dias iniciais do liberalismo e muitos dos que seguiram.

A edição é da Maronesa Comunicação Social e teve apoio da Direcção da Cultura do Norte, Município de Vila Real, Junta de Freguesia de Vila Real e Município de Santa Marta de Penaguião.

Como nota final, dadas as normas da Direcção Geral de Saúde não haverá apresentação pública. De momento, pode ser adquirido nas instalações do Notícias de Vila Real, loja 4, Centro Comercial D. Dinis, Largo do Pioledo ou na loja on line www.estante.pt

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