Vila-realenses premiados nos XIV Campeonatos Nacionais de Jogos Matemáticos

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Na passada semana, Torres Vedras foi o palco da final do 14.º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. Entre as largas dezenas de milhares de alunos que frequentaram, ao longo do ano, os clubes de Jogos Matemáticos em cada um dos 435 estabelecimentos de ensino públicos e privados, de Portugal continental e das regiões insulares, que participaram nesta fase final, quase dois mil, após vencerem os torneios internos, conquistaram a honra de representarem a sua escola, e a sua cidade, nesta 14ª edição dos Campeonatos Nacionais de Jogos Matemáticos.

Estes campeonatos iniciaram-se em 2004, e realizam-se anualmente, tendo promotores principais a Associação de Professores de Matemática, a Sociedade Portuguesa de Matemática e a Associação LUDUS, com o apoio do Centro de Ciência Viva e, este ano, da Câmara Municipal de Torres Vedras.

É de referir que, tal como a representante da Associação de Professores de Matemática, Teresa Santos, explicou, o objetivo destes campeonatos é tentar desmistificar a matemática e apelar à sua parte lúdica, desenvolvendo, no processo, competências que são importantes para a matemática pura.

Relativamente aos nossos representantes, todos eles foram os vencedores dos campeonatos internos para apurar os representantes de cada uma das escolas da cidade, que aderiram a este evento, como sejam as do primeiro ciclo do ensino básico pertencentes ao Agrupamento de Escolas Diogo Cão Escolas: EB nº2 de Vila Real; EB1 de Agarez, EB nº3 de Vila Real – Corgo e EB das Árvores; bem como a Escola Diogo Cão, sede o agrupamento com o mesmo nome, e as Escolas Secundárias São Pedro e Camilo Castelo Branco.

Todos os nossos representantes, mesmo os que não são referidos, têm dignificado as suas escolas bem como a cidade. Realça-se que dos três jogos para o primeiro ciclo do ensino básico, vila real esteve muito bem representado em duas finais, tendo o Emanuel Ribalonga, aluno da EB das Árvores, conquistado um excelente 8º lugar no Jogo Cães e Gatos, tendo o seu colega Tomás Pinto ficado num espetacular 6º lugar no Jogo dos Rastros. Curiosamente já nos XIII Campeonatos Nacionais de Jogos Matemáticos, realizados, no ano passado, em Guimarães, nos mesmos jogos, Vila Real conquistou também o 8º lugar no Jogo Cães e Gatos, através da Rafaela Pinheiro, aluna da EB/JI nº3 de Vila Real (Corgo), e o 11º no Jogo dos Rastros, pelo António Martins, aluno da EB/JI nº2 de Vila Real.

Nos Jogos do 2º e 3º ciclo a sorte não bafejou os representantes das Escolas Diogo Cão e Secundária São Pedro, que não lograram a almejada passagem às finais, embora tenham obtido várias vitórias nas poules de apuramento.

Contudo, dois séculos após as Linhas de Torres Vedras terem sustido o avanço do exército de André Masséna, aquando da terceira invasão francesa, acabando por provocar a sua retirada de Portugal, talvez por já não estarem guarnecidas pelo exército do Duque de Wellington, comandante do exército anglo-luso, as “forças vila-realenses” sob o comando do professor Rui Fernandes, comandante em chefe da “brigada” da Escola Secundária Camilo Castelo Branco logrou conquistar “quatro posições de grande valor estratégico”.

O nosso “exército” teve um desempenho de sonho, conseguindo quatro finais e dois pódios. A história começou a escrever-se com um excecional 10º lugar, da Alexandra Varela, no Jogo Avanço (3º Ciclo), tendo a Alice Varela subido a fasquia, com o seu 7º lugar, no mesmo Jogo, mas no escalão do Secundário.

O bravo Lourenço Koehnen alcançou um magnífico 2º lugar no Jogo Produto (3º Ciclo), tendo assim sido coroado como vice-campeão nacional da 14ª edição dos Campeonatos Nacionais dos Jogos Matemáticos. Por último a nossa brilhante Eva Melo, campeã em título do Jogo Produto, obtido em Guimarães no ano passado, infelizmente não o conseguiu revalidar, sendo relegada para o lugar mais baixo do pódio, mercê de um pequeno “descuido” tático no último jogo da final, perdendo-o, por uma diferença mínima, para o novo campeão, e tendo sido “arredada” do segundo lugar pelos, sempre questionáveis, critérios de desempate.

Estes resultados, que se repetem ano após ano, comprovam a excelência dos nossos representantes, e são o espelho do grande trabalho dos docentes vila-realenses.

 

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