Volt: “queremos implementar-nos em todo o território nacional”

O cabeça-de-lista do Volt Portugal ao círculo eleitoral de Vila Real, nas próximas Eleições Legislativas, João Poço Gonçalves, em entrevista ao Notícias de Vila Real, apresentou as linhas gerais que caracterizam a sua candidatura e o partido.

À primeira questão relativa às aspirações do partido, o candidato respondeu que “a grande ambição do Volt para estas eleições é entrar na Assembleia da República, elegendo um ou dois deputados”. “Queremos eleger em Lisboa e, se possível, no Porto. São estes os dois círculos onde temos mais hipóteses. Mas queremos implementar-nos em todo o território nacional e votar Volt é um voto útil para nos dar maior peso”, realçou.

Esclareceu, ainda, que o Volt é um partido pan-europeu, ou seja, está presente em 30 países da Europa (nos 27 da UE e mais três), o que o torna “um partido progressista, com uma visão inclusiva, social e ambiental, e pragmático, que apresenta propostas com base científica e baseadas em boas práticas europeias”. “Caso nos queiram colocar num lado político eu diria que pertencemos ao centro pragmático”, acrescentou.

De referir, também, que o Volt tem, para Portugal, um vasto leque de propostas das quais se destacam a criação de “um Ministério da Digitalização que acelere a transição digital e reduza a burocracia”, a disponibilização de “rastreios de saúde mental para todos os trabalhadores de empresas e instituições públicas, investimentos na construção de alojamento para professores e residências de estudantes em todo o país, um IRC mais baixo, em especial para as empresas que pagam melhores salários, projetos-piloto de Rendimento Básico Incondicional, a implementação da regionalização e também o aumento da  percentagem das energias renováveis e a aposta na última geração de energia nuclear limpa e segura, que garanta independência energética e preços mais baixos”.

Recorde-se que, “as principais bandeiras” deste partido são: “o federalismo europeu (que não é mais do que a democratização das atuais instituições europeias, passando de uma Europa intergovernamental para uma Europa Federal, onde são os cidadãos que escolhem os seus representantes), o ambiente (em que a principal meta é alcançarmos uma Europa neutra em carbono até 2040) e o renascimento económico (alcançar uma sociedade que respeitando o ambiente, não deixa ninguém para trás e que promove o progresso económico sem amarras ideológicas num mundo mais digital e menos burocrático)”.

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